Um homem normal desgasta as suas amizades como desgasta seu tempo tentando entender problemas filosóficos relacionados com a crença e também com o conhecimento.
A prudência nos ensina que devemos parar, algumas vezes, para analisar as nossas amizades. Fazer um exame crítico sobre os nossos amigos é necessário para saber se algumas amizades ainda contêm algum valor. Com certeza, dessa análise restarão poucos que carregam algum metal, mas a maioria será aniquilada e soprada como mosquitos mortos.
Poucos pensam em fazer uma análise a este respeito, isto porque por natureza o homem nunca procura o que é firme e verdadeiro; prefere aquilo que brilha; aquilo que é falso. Num processo continuo durante a vida o homem vai fazendo amigos, pouco importa se são verdadeiros ou não, o importante é acumular amigos como tesouros para no final tropeçar e os troféus conquistados derreterem em suas mãos.
Ainda no final da vida, quando lhe restar apenas um olho uma perna e uma mão tentará enxergar o asfalto da nova estrada para conquistar novos troféus sem lhe importar sem são troféus verdadeiros ou sem são falsos e tentará apalpar esses troféus com a mão que lhe resta.
O homem, o ingênuo do cosmos, superado pela destreza da natureza e pela artimanha de outros animais seguirá adotando o comportamento de selecionar o que é falso, esse é o seu talento. O discernimento é raro nele quanto comum nos ratos.
Quer ter um amigo? Compre um cachorro.
jueves, 17 de marzo de 2011
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1 comentario:
Muito boa esta reflexão, estou passando por esta fase que parece ser dolorosa, mas cura rapidamente. A propósito, acabei de adquirir um cachorro.
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