Chegamos a um restaurante considerado um dos melhores do litoral do nordeste. Os amigos que me acompanhavam eram comilões eruditos. O maître “Manuelzinho” nos recebeu e nos levou até uma mesa. Essa amizade que eu tenho com o maître e os garçons é uma garantia de que sempre seremos bem atendidos neste restaurante. A primeira coisa da qual sentimos falta foi o cardápio, esperamos quase quinze minutos para sermos atendidos por “Ronaldo” o garçom. Muito atencioso ele nos perguntou o que queríamos beber: cerveja, vinho, caipirinha, uísque? Para começar preferimos beber água mineral, mas logo veio a pergunta que é uma dúvida regional, com gás ou sem gás? Preferimos com gás.
Meus caros três fieis leitores (de Boston, de Miami e de Recife). O garçom trouxe a água mineral com gás, a garrafa estava amassada, mandei trocar a garrafa e a marca. Veio água Perrier, direto de Vergèze, do sul da França, mas o cardápio ainda não tinha aparecido. O restaurante estava lotado. O gerente (nissei) o senhor Antonio veio nos cumprimentar. Sem que nós tivéssemos pedido alguma coisa chegou o couvert: aspargos, alcachofras, vol-au-vent, salmão defumado. Este couvert é servido a preço de ouro, (custa os olhos da cara) talvez porque muitas vezes satisfaz o paladar, ou mata a fome. Acontece que qualquer bem que seja servido sem ser solicitado é considerado cortesia, segundo o código do consumidor.
Ao comer os acepipes me lembrei da “Grand-mère”. Calma!, “Grand-Mère” é a minha avó, com a qual me tornei (com modéstia) um “chef de cuisine” de respeito. Mas vou logo avisando, preparar comida trivial nem pensar. Sou muito exigente e se alguém me fala em macarronada (me sinto ofendido) puxo logo o meu 38 (o sapato) e as minhas receitas de massas: linguini, espaguete, penne, ravióli, tagliarini, tortelloni, pappardelle, fetuccini, nhoque, cappelleti. Incluí fora da lista o Capelli D’angelo porque considero este prato muito delicado, comparado a comer “Fios de Ovos”. Calma aí! Não me considero machista, mas há quem diga que isso é coisa de “Macho Man”.
Depois de trinta minutos de espera finalmente chegou o bendito cardápio com capa de couro, sofisticado. O garçom que trouxe o cardápio ficou junto da mesa esperando que decidíssemos o que iríamos comer. Com um olho na comanda e outro no cardápio, como montando guarda para o cardápio não desaparecer, o garçom anotou o nosso pedido e com presteza retirou o cardápio da mesa.
Pedi o cardápio novamente ao garçom e disse-lhe que deixasse na mesa porque tenho o hábito da leitura e preciso sempre estar lendo alguma coisa. Depois de esperar mais dez minutos o nosso pedido chegou: Salmão ao molho de camarão acompanhado de Baião de Dois, este último bem diferente, composto de arroz e feijão verde ao molho branco. O cardápio como por um passe de mágica novamente tinha desaparecido da mesa.
Cadê o cardápio? Perguntei ao garçom, ele não respondeu, bem, se não respondeu já respondeu, pensei.
Não tem problema, afinal quem fez o garçom foi Deus. Quem fez a pessoa encarregada de guardar no cofre o cardápio, foi Deus. E o freguês também foi Deus.
viernes, 25 de febrero de 2011
martes, 22 de febrero de 2011
O diplomata que tinha pontes de safena no caráter
Num país muito distante chamado Brasil, numa época em que a democracia brasileira andava mal das pernas, um cônsul surgiu das trevas da ditadura militar de El Salvador, e houve luz para os seus compatriotas quase desamparados, uns a estudar frações ordinárias, outros a aprender palavrões em português e alguns a vagar sem rumo certo. O Brasil imenso para sua capacidade de diplomata foi ficando pequeno para o seu amor próprio, mas não soube aproveitar as oportunidades para mostrar competência diplomática, preferiu ignorar as suas funções, tinha mais valor ser apaniguado de algum ditador de plantão.
A convenção de Viena sobre relações consulares determina entre outras funções de cônsul:
Proteger os interesses dos seus nacionais;
Atuar como notário e oficial do registro civil;
Expedir documentos.
Em 1980 o descontentamento da população salvadorenha devido a graves problemas sociais associados à violação dos direitos humanos deu origem ao conflito armado. Em 1983 a guerrilha do FMLN declaradamente entrou no conflito armado, o caos era total, mas o cônsul permaneceu no cargo.
Como o tempo não sabe ficar (só o cônsul sabia ficar), em 1985 o processo democrático foi restabelecido no Brasil, e o acordo de paz da guerra civil de El Salvador foi assinado em 1992, mas o cônsul permaneceu no cargo. Governantes salvadorenhos e brasileiros entraram e saíram da presidência, mas o cônsul permaneceu no cargo.
Em certa ocasião houve uma tentativa de afastamento desse cônsul, no estado de Sergipe, liderada por salvadorenhos descontentes com a falta de atenção por parte do consulado salvadorenho, mas o cônsul permaneceu no cargo. Este cônsul, que mais parecia um exemplar da cultura Maia mudou-se para o estado da Bahia, o lugar ideal para continuar a gerenciar a sua agência de turismo, mas permaneceu no cargo.
Meus caros e fiéis três leitores (Um de Boston, outro de Miami e o terceiro de Recife) Este infame, ridículo, incompetente, retrógrado, e desqualificado cônsul permaneceu no cargo por mais de 25 anos e chegou ao alto cargo de cônsul Geral da Republica de El Salvador. Mesmo soando antiquado, naquele tempo o cônsul usava máquina de escrever, corretivo e papel carbono e no final da sua gestão, em 2009, usava um belo computador, mas se queixava da sua falta de memória e até foi corrompido pelo sistema (do computador). Nem o cônsul nem o computador usavam a inteligência humana, mas o primeiro tinha até pontes de safena no caráter.
Claro que o cônsul emitia passaportes e quando alguém precisava de passaporte ou de algum documento tinha que pagar caro, depositando o valor na conta pessoal dele no Banco do Brasil. Os salvadorenhos que solicitaram atestado de antecedentes criminais foram aconselhados pelo cônsul a aceitar uma declaração emitida por ele, alegando que a declaração solicitada à policia salvadorenha demorava três meses para chegar.
Além de pagar um custo alto estes salvadorenhos se viram prejudicados porque quando a declaração, emitida pelo cônsul, chegava ao Ministério da Justiça do Brasil, a declaração era barrada e o processo correspondente arquivado.
O cônsul, entre outras ilegalidades, montou um esquema fraudulento para comprar carros importados por menos da metade do preço paga pelo consumidor. Por possuir passaporte diplomático, tinha direito a privilégios fiscais, ou seja, não pagava um centavo de impostos federais e estaduais. Com esse benefício, o preço do carro caía quase 60%. O esquema foi descoberto pela polícia federal em 1995 e o cônsul foi indiciado. Pagou um advogado para cuidar de um Habeas Corpus, mas permaneceu no cargo.
Para o bem da diplomacia salvadorenha o cônsul foi finalmente destituído do cargo pelo novo presidente de El Salvador Mauricio Funes, que foi eleito em 15 de março de 2009.
A diplomacia salvadorenha ficou maculada, mas existe a esperança que esse tipo de episódio nunca mais venha a acontecer.
O que precisa ser de fato corrigido é o tempo que leva para ser emitida uma declaração de antecedentes criminais expedida pela policia nacional de El Salvador, três meses. O Ministério de Relações Exteriores de El Salvador e os senhores diplomatas precisam entender que é o mesmo tempo que se exigia há três décadas. Estamos na era da informação, na modernidade, na era da internet. É inconcebível que um documento, por mais minucioso que seja, leve 90 dias para ser emitido e enviado. Nada mais odioso do que isso que chamam burocracia.
A convenção de Viena sobre relações consulares determina entre outras funções de cônsul:
Proteger os interesses dos seus nacionais;
Atuar como notário e oficial do registro civil;
Expedir documentos.
Em 1980 o descontentamento da população salvadorenha devido a graves problemas sociais associados à violação dos direitos humanos deu origem ao conflito armado. Em 1983 a guerrilha do FMLN declaradamente entrou no conflito armado, o caos era total, mas o cônsul permaneceu no cargo.
Como o tempo não sabe ficar (só o cônsul sabia ficar), em 1985 o processo democrático foi restabelecido no Brasil, e o acordo de paz da guerra civil de El Salvador foi assinado em 1992, mas o cônsul permaneceu no cargo. Governantes salvadorenhos e brasileiros entraram e saíram da presidência, mas o cônsul permaneceu no cargo.
Em certa ocasião houve uma tentativa de afastamento desse cônsul, no estado de Sergipe, liderada por salvadorenhos descontentes com a falta de atenção por parte do consulado salvadorenho, mas o cônsul permaneceu no cargo. Este cônsul, que mais parecia um exemplar da cultura Maia mudou-se para o estado da Bahia, o lugar ideal para continuar a gerenciar a sua agência de turismo, mas permaneceu no cargo.
Meus caros e fiéis três leitores (Um de Boston, outro de Miami e o terceiro de Recife) Este infame, ridículo, incompetente, retrógrado, e desqualificado cônsul permaneceu no cargo por mais de 25 anos e chegou ao alto cargo de cônsul Geral da Republica de El Salvador. Mesmo soando antiquado, naquele tempo o cônsul usava máquina de escrever, corretivo e papel carbono e no final da sua gestão, em 2009, usava um belo computador, mas se queixava da sua falta de memória e até foi corrompido pelo sistema (do computador). Nem o cônsul nem o computador usavam a inteligência humana, mas o primeiro tinha até pontes de safena no caráter.
Claro que o cônsul emitia passaportes e quando alguém precisava de passaporte ou de algum documento tinha que pagar caro, depositando o valor na conta pessoal dele no Banco do Brasil. Os salvadorenhos que solicitaram atestado de antecedentes criminais foram aconselhados pelo cônsul a aceitar uma declaração emitida por ele, alegando que a declaração solicitada à policia salvadorenha demorava três meses para chegar.
Além de pagar um custo alto estes salvadorenhos se viram prejudicados porque quando a declaração, emitida pelo cônsul, chegava ao Ministério da Justiça do Brasil, a declaração era barrada e o processo correspondente arquivado.
O cônsul, entre outras ilegalidades, montou um esquema fraudulento para comprar carros importados por menos da metade do preço paga pelo consumidor. Por possuir passaporte diplomático, tinha direito a privilégios fiscais, ou seja, não pagava um centavo de impostos federais e estaduais. Com esse benefício, o preço do carro caía quase 60%. O esquema foi descoberto pela polícia federal em 1995 e o cônsul foi indiciado. Pagou um advogado para cuidar de um Habeas Corpus, mas permaneceu no cargo.
Para o bem da diplomacia salvadorenha o cônsul foi finalmente destituído do cargo pelo novo presidente de El Salvador Mauricio Funes, que foi eleito em 15 de março de 2009.
A diplomacia salvadorenha ficou maculada, mas existe a esperança que esse tipo de episódio nunca mais venha a acontecer.
O que precisa ser de fato corrigido é o tempo que leva para ser emitida uma declaração de antecedentes criminais expedida pela policia nacional de El Salvador, três meses. O Ministério de Relações Exteriores de El Salvador e os senhores diplomatas precisam entender que é o mesmo tempo que se exigia há três décadas. Estamos na era da informação, na modernidade, na era da internet. É inconcebível que um documento, por mais minucioso que seja, leve 90 dias para ser emitido e enviado. Nada mais odioso do que isso que chamam burocracia.
A nossa calça "Jeans", o Capitalismo x Socialismo
Se o capitalismo não existisse gostaria de ser socialista no sentido estrito da palavra, não vou dizer “literalmente” porque esse é um termo usado por modismo, assim como os termos: “Inserido no contexto”, “Haja vista”, “Com certeza”, “Até porque”, vícios de linguagem insuportáveis. Este último tem sido um horror porque bastou que um jogador de futebol, que mal sabe assinar o nome, conhecido como “baixinho”, o usa-se com freqüência nas entrevistas, cheias de língua, para espalhar-se por todo o território nacional.
Aqui no futebol da vida, onde a bola é quadrada e o juiz é um supremo ladrão a coisa é diferente. Estamos carecas de enfrentar crises financeiras e de ouvir falar que o capitalismo está acabando. Os socialistas de plantão têm que saber que isso não tem sequer um pingo de verdade.
O sistema capitalista, ao qual devemos aquilo que se entende por civilização, está apenas se transformando, está transformação aparentemente o enfraquece para poder fortificá-lo. É sabido que o progresso da humanidade desde a Idade Média não seria possível sem a acumulação de capital. O socialismo nos deixaria retrógrados e com uma mão na frente e outra atrás.
Marx e Engels devem estar se virando na sepultura e se eles vivessem nos dias atuais veriam claramente a utopia em que estavam metidos. Marx grande defensor e estudioso da Metafísica (do Grego Meta = depois, Phisys = natureza ou físico) ao ser julgado por este teoria ele mesmo não poderia existir. Alguns caolhos estúpidos acreditam que o mundo poderia continuar sem o capitalismo.
É verdade que o capitalismo tem o seu lado marginal porque desde Adam Smith até os dias de hoje as pessoas somente têm acesso à riqueza ou por médio do mercado (compra e venda) ou pelas políticas públicas do governo ou pela caridade. Mas o que caracteriza o lado marginal é que outras formas de acesso a pedaços do bolo são patológicas: Assaltos, corrupção, comércio ilícito, invasões etc.
Em economia existem três setores importantes: o Setor Primário representado pela produção através da exploração dos recursos da natureza. O Setor Secundário é o setor que transforma as matérias primas em produtos industrializados (indústria). O Setor Terciário é o setor econômico relacionado aos serviços. Mas apareceu um quarto setor, o crime, que é altamente rentável.
Este quarto setor seguirá prosperando enquanto seja visto como um simples “caso de polícia”, o capitalismo terá que mudar de paradigma para a construção de uma sociedade mais justa, onde as condições de vida sejam aceitáveis para todos.
Reconhecemos o avanço do capitalismo, e não negamos que o capitalismo produziu uma única coisa socialista até o momento, a calça “Jeans”.
Aqui no futebol da vida, onde a bola é quadrada e o juiz é um supremo ladrão a coisa é diferente. Estamos carecas de enfrentar crises financeiras e de ouvir falar que o capitalismo está acabando. Os socialistas de plantão têm que saber que isso não tem sequer um pingo de verdade.
O sistema capitalista, ao qual devemos aquilo que se entende por civilização, está apenas se transformando, está transformação aparentemente o enfraquece para poder fortificá-lo. É sabido que o progresso da humanidade desde a Idade Média não seria possível sem a acumulação de capital. O socialismo nos deixaria retrógrados e com uma mão na frente e outra atrás.
Marx e Engels devem estar se virando na sepultura e se eles vivessem nos dias atuais veriam claramente a utopia em que estavam metidos. Marx grande defensor e estudioso da Metafísica (do Grego Meta = depois, Phisys = natureza ou físico) ao ser julgado por este teoria ele mesmo não poderia existir. Alguns caolhos estúpidos acreditam que o mundo poderia continuar sem o capitalismo.
É verdade que o capitalismo tem o seu lado marginal porque desde Adam Smith até os dias de hoje as pessoas somente têm acesso à riqueza ou por médio do mercado (compra e venda) ou pelas políticas públicas do governo ou pela caridade. Mas o que caracteriza o lado marginal é que outras formas de acesso a pedaços do bolo são patológicas: Assaltos, corrupção, comércio ilícito, invasões etc.
Em economia existem três setores importantes: o Setor Primário representado pela produção através da exploração dos recursos da natureza. O Setor Secundário é o setor que transforma as matérias primas em produtos industrializados (indústria). O Setor Terciário é o setor econômico relacionado aos serviços. Mas apareceu um quarto setor, o crime, que é altamente rentável.
Este quarto setor seguirá prosperando enquanto seja visto como um simples “caso de polícia”, o capitalismo terá que mudar de paradigma para a construção de uma sociedade mais justa, onde as condições de vida sejam aceitáveis para todos.
Reconhecemos o avanço do capitalismo, e não negamos que o capitalismo produziu uma única coisa socialista até o momento, a calça “Jeans”.
Seja um iconoclasta
Eu sou um iconoclasta. Não tenho intenções de ser popular porque os dois conceitos se auto-excluem. Escrevo porque gosto de escrever e tenho certeza que o faço para uma minoria. Escrevo para aqueles que compram o jornal para ler e não para limpar o cocô de “Totó”, o cachorro de estimação, ou até mesmo a própria bunda.
Tenho procurado me espelhar em escritores que tem o traço característico da sátira: Rabelais, Swift, Samuel Langhorne Clemens, Tolstoi, Diderot, Mencken. A maior parte destes escritores eu os encontrei nas pegadas de Diogo Mainardi e para não ser injusto confesso que os meus primeiros passos neste ramo foram seguindo o exemplo de Millôr Fernandes. Existem outros escritores brasileiros aos quais eu tiro o chapéu e dos quais tenho muito que aprender.
A minha intenção é afirmar-me provando que esta ou aquela imagem não passa de uma invencionice idiota, desmascarar heróis e derrubar nomes consagrados, além de deixar em dúvida este ou aquele leitor. Sei que um dia posso chegar a ser lido com uma dedicação masoquista.
A minha metodologia consiste em ir à caça daquilo que não está visível de forma fácil, comparo, relaciono, sigo pegadas, formo conjuntos até construir o texto que desejo. Encontro a felicidade fazendo isto.
Cabe ao leitor dar forma à iconoclastia através da percepção, da ideologia, descobrindo a intenção da imagem.
O iconoclasta é uma figura necessária na sociedade para fundamentar a ordem democrática. Viver sem o iconoclasta é uma asneira pura.
Tenho procurado me espelhar em escritores que tem o traço característico da sátira: Rabelais, Swift, Samuel Langhorne Clemens, Tolstoi, Diderot, Mencken. A maior parte destes escritores eu os encontrei nas pegadas de Diogo Mainardi e para não ser injusto confesso que os meus primeiros passos neste ramo foram seguindo o exemplo de Millôr Fernandes. Existem outros escritores brasileiros aos quais eu tiro o chapéu e dos quais tenho muito que aprender.
A minha intenção é afirmar-me provando que esta ou aquela imagem não passa de uma invencionice idiota, desmascarar heróis e derrubar nomes consagrados, além de deixar em dúvida este ou aquele leitor. Sei que um dia posso chegar a ser lido com uma dedicação masoquista.
A minha metodologia consiste em ir à caça daquilo que não está visível de forma fácil, comparo, relaciono, sigo pegadas, formo conjuntos até construir o texto que desejo. Encontro a felicidade fazendo isto.
Cabe ao leitor dar forma à iconoclastia através da percepção, da ideologia, descobrindo a intenção da imagem.
O iconoclasta é uma figura necessária na sociedade para fundamentar a ordem democrática. Viver sem o iconoclasta é uma asneira pura.
Somos um bando de débeis mentais assaltáveis
Meus caros e fiéis três leitores (Um de Boston, outro de Miami e o terceiro de Recife) neste texto eu irei fazer uma diatribe, por favor, não confundir com “diabrite”, que por sinal é uma palavra que não existe no idioma português. Mas podem verificar no dicionário a palavra diatribe para que não pensem que é uma invencionice filológica.
Sabemos que a violência do mundo globalizado tem o seu lado positivo, isto porque tem servido para aumentar o nosso conhecimento de geografia. Por exemplo: muita gente não sabia da existência da Chechênia que está localizada nas montanhas do norte do Cáucaso, até ser estabelecido o conflito entre grupos armados Chechenos e o exército da Rússia. Antes de esse conflito estourar, falar em Chechênia correspondia a fazer, inconscientemente, uma relação entre o mafioso italiano, membro da Cosa Nostra, Tomaso xexenia, ou melhor, Tomaso Buscheta (que tinha até a cara) e a palavra Xote, corruptela de “Schottisch”, uma palavra alemã que significa “escocesa”. O xote tornou-se uma dança muito versátil, daí Luis Gonzaga e Zé Dantas terem criado a música “O xote das meninas”. A propósito, em termos de dança sou perna de pau, as pessoas me perguntam você dança? Eu respondo: “só xote”.
Outro exemplo de violência aumentando nossos conhecimentos de geografia seria a guerra do Kosovo, que é uma região da península balcânica que se declarou independente da Sérvia em 2008. Antes de esse conflito ninguém sabia onde ficava esse território que fez parte dos impérios Romano, Bizantino, Búlgaro, Sérvio e Otomano. A imprensa falava muito em Kosovo, Kosovo ali, Kosovo aqui, Kosovo acolá. Inicialmente, o pessoal mais prático apelava e traduzia a palavra Kosovo como “coçar o saco”. Por conta de essa pulverização dos conhecimentos de geografia nestes dias é muito difícil um americano confundir o Brasil com a Bolívia, como o fez o falecido Ronald Reagan ou “Ronald Reajam” como prefiram. A Bolívia, o nosso país irmão está, com relação ao Brasil, a milhares de anos luz de distancia social, política e econômica. Lembrem que um ano-luz equivale a 9460530000000 km.
Julgo dispor de conhecimentos suficientes para encher com brilho laudas e mais laudas sobre exemplos de violência que nos deixaram alguma lição de geografia.
Esse conhecimento de geografia se deu a nível mundial, daí porque o mundo tornou-se um “Big-Brother”; os planetas, os países, as cidades, os bairros, as pessoas, se vigiam constantemente, qualquer deslize e o mundo se volta contra os infratores e principalmente se a infração tem a ver com os direitos humanos.
O Recife ficou em evidência mundial nas últimas semanas devido a dois infelizes episódios. O primeiro aconteceu na praia de Boa Viagem, bairro nobre da zona sul, onde policiais militares torturaram dois marginais que assaltaram um edifício de luxo. A tortura inclusive teve preliminares de afogamento, isto nos remeteu à época da ditadura militar, (1964-1985). Esta ação violenta foi filmada por amadores e depois exibida nos principais canais de televisão do país. A pergunta que eu faço é: onde andará o grupo Tortura nunca mais?
O segundo episódio aconteceu em uma delegacia, onde policiais obrigaram dois presos a se beijar na boca com direito a língua. Está ação deplorável, da mesma forma, foi filmada por amadores e exibida pela televisão a nível nacional.
Ambas as cenas chegaram até a comissão dos direitos humanos da ONU. Como vemos a violência mais uma vez deu uma aula de geografia e mostrou ao mundo em qual quadrante do globo fica o Recife.
Estas cenas vieram à tona porque foram filmadas. E tudo aquilo que se faz ás escondidas, à surdina, nas trevas, tudo aquilo que não é filmado, divulgado?
Onde está o respeito á dignidade humana?
Se um marginal, um assassino, um bandido, um pé-rapado violar as normas de comportamento, terá que ser preso e conduzido, com todas as garantias, para a instituição correspondente que depois de lavrar o auto o coloque á disposição da justiça.
Não estou aqui defendendo bandidos, mas defendendo a dignidade humana. Já fui vítima de assalto e sei que a sensação que temos depois de ser assaltados é de indignação, de impotência e de revolta, muitos inocentes até já perderam a vida nas mãos de bandidos. Somos todos assaltáveis e como nem todos têm sido assaltados, significa que pode aumentar o número de assaltantes e de assaltos, até que o poder público nos prove o contrário.
Já estamos no tempo em que as truculências policialescas, o corporativismo, e a tortura sejam varridas de este estado, o que claramente significa acabar com os valores tradicionais desta sociedade. A polícia existe para poder garantir a nossa integridade, temos que acabar com essa historia de conversar com a polícia em legítima defesa.
Tomado por um surto de indignação digo: somos um bando de débeis mentais, conduzidos por uma cambada de galinhas mortas que não tem controle sobre os asnos, que são pagos para nos defenderem dos pés-rapados.
O pior de tudo é que vivemos numa democracia em que existem quatro poderes: o poder Executivo, o poder Judiciário, o poder Legislativo e o “Money”. Este último fala mais alto, principalmente se for o dólar.
Sabemos que a violência do mundo globalizado tem o seu lado positivo, isto porque tem servido para aumentar o nosso conhecimento de geografia. Por exemplo: muita gente não sabia da existência da Chechênia que está localizada nas montanhas do norte do Cáucaso, até ser estabelecido o conflito entre grupos armados Chechenos e o exército da Rússia. Antes de esse conflito estourar, falar em Chechênia correspondia a fazer, inconscientemente, uma relação entre o mafioso italiano, membro da Cosa Nostra, Tomaso xexenia, ou melhor, Tomaso Buscheta (que tinha até a cara) e a palavra Xote, corruptela de “Schottisch”, uma palavra alemã que significa “escocesa”. O xote tornou-se uma dança muito versátil, daí Luis Gonzaga e Zé Dantas terem criado a música “O xote das meninas”. A propósito, em termos de dança sou perna de pau, as pessoas me perguntam você dança? Eu respondo: “só xote”.
Outro exemplo de violência aumentando nossos conhecimentos de geografia seria a guerra do Kosovo, que é uma região da península balcânica que se declarou independente da Sérvia em 2008. Antes de esse conflito ninguém sabia onde ficava esse território que fez parte dos impérios Romano, Bizantino, Búlgaro, Sérvio e Otomano. A imprensa falava muito em Kosovo, Kosovo ali, Kosovo aqui, Kosovo acolá. Inicialmente, o pessoal mais prático apelava e traduzia a palavra Kosovo como “coçar o saco”. Por conta de essa pulverização dos conhecimentos de geografia nestes dias é muito difícil um americano confundir o Brasil com a Bolívia, como o fez o falecido Ronald Reagan ou “Ronald Reajam” como prefiram. A Bolívia, o nosso país irmão está, com relação ao Brasil, a milhares de anos luz de distancia social, política e econômica. Lembrem que um ano-luz equivale a 9460530000000 km.
Julgo dispor de conhecimentos suficientes para encher com brilho laudas e mais laudas sobre exemplos de violência que nos deixaram alguma lição de geografia.
Esse conhecimento de geografia se deu a nível mundial, daí porque o mundo tornou-se um “Big-Brother”; os planetas, os países, as cidades, os bairros, as pessoas, se vigiam constantemente, qualquer deslize e o mundo se volta contra os infratores e principalmente se a infração tem a ver com os direitos humanos.
O Recife ficou em evidência mundial nas últimas semanas devido a dois infelizes episódios. O primeiro aconteceu na praia de Boa Viagem, bairro nobre da zona sul, onde policiais militares torturaram dois marginais que assaltaram um edifício de luxo. A tortura inclusive teve preliminares de afogamento, isto nos remeteu à época da ditadura militar, (1964-1985). Esta ação violenta foi filmada por amadores e depois exibida nos principais canais de televisão do país. A pergunta que eu faço é: onde andará o grupo Tortura nunca mais?
O segundo episódio aconteceu em uma delegacia, onde policiais obrigaram dois presos a se beijar na boca com direito a língua. Está ação deplorável, da mesma forma, foi filmada por amadores e exibida pela televisão a nível nacional.
Ambas as cenas chegaram até a comissão dos direitos humanos da ONU. Como vemos a violência mais uma vez deu uma aula de geografia e mostrou ao mundo em qual quadrante do globo fica o Recife.
Estas cenas vieram à tona porque foram filmadas. E tudo aquilo que se faz ás escondidas, à surdina, nas trevas, tudo aquilo que não é filmado, divulgado?
Onde está o respeito á dignidade humana?
Se um marginal, um assassino, um bandido, um pé-rapado violar as normas de comportamento, terá que ser preso e conduzido, com todas as garantias, para a instituição correspondente que depois de lavrar o auto o coloque á disposição da justiça.
Não estou aqui defendendo bandidos, mas defendendo a dignidade humana. Já fui vítima de assalto e sei que a sensação que temos depois de ser assaltados é de indignação, de impotência e de revolta, muitos inocentes até já perderam a vida nas mãos de bandidos. Somos todos assaltáveis e como nem todos têm sido assaltados, significa que pode aumentar o número de assaltantes e de assaltos, até que o poder público nos prove o contrário.
Já estamos no tempo em que as truculências policialescas, o corporativismo, e a tortura sejam varridas de este estado, o que claramente significa acabar com os valores tradicionais desta sociedade. A polícia existe para poder garantir a nossa integridade, temos que acabar com essa historia de conversar com a polícia em legítima defesa.
Tomado por um surto de indignação digo: somos um bando de débeis mentais, conduzidos por uma cambada de galinhas mortas que não tem controle sobre os asnos, que são pagos para nos defenderem dos pés-rapados.
O pior de tudo é que vivemos numa democracia em que existem quatro poderes: o poder Executivo, o poder Judiciário, o poder Legislativo e o “Money”. Este último fala mais alto, principalmente se for o dólar.
Viva o Congresso Nacional, abaixo nós!
O escritor Francês François Rabelais já dizia “A falta de dinheiro é uma dor a que nenhuma outra se compara”. Esta frase foi cunhada aproximadamente no ano de 1553. Passaram-se mais ou menos 458 anos, nada mudou deste então. Esta frase continua viva. A verdade é que dinheiro nunca foi problema para quem o possui, é o talento dos ricos, o maior objetivo dos banqueiros, é o que da o poder aos capitalistas e o principal objetivo dos ladrões.
O senado federal aprovou em 15/12/2010, em apenas 5 minutos, um aumento de 61,8% para deputados e senadores. Parabéns para os deputados e senadores que estão acima do povo, eles são merecedores pelo seu idealismo, pelo compromisso de melhorar a sociedade, pelo compromisso altruístico de implantar mais avanços sociais, tudo isso impulsionado pelo genial interesse do próprio bolso. Viva o congresso nacional, abaixo nós!
Diante de tal ato a população protestou de forma acanhada, apática, sem nenhuma disposição. Ah! População resignada. Ah! População pacata. Ah! População desalmada. Ah! Copulação!
Se este fato acontecesse na Tunísia ou no Egito iria, no mínimo, gerar uma “Intifada”. Como o dinheiro graúdo fala mais alto a resposta para o protesto raquítico do povo foi: “Ei, vocês aí vão ter 3% de aumento”.
Consideremos que uma parte desses 3% será levada pelo imposto de renda, outra parte será levada pelos assaltantes, a outra parte será levada pelos agiotas, teremos como resultado um cidadão doente, por sentir o peso das responsabilidades acima da sua capacidade de pagamento. Quem se importa com isso? Isso vai passar! É só uma fase, afinal o povo é acostumado a viver ao Deus dará.
E se Deus não dá?
Nesse caso vale lembrar outra frase de François Rabelais escrita no seu testamento: “Pouco tenho, devo muito, o resto fica para os pobres”.
Em bom português esta frase teria o seu equivalente: “Devo não nego, pago quando posso”. Mas o imaginário popular dando vazão à sua criatividade a rebatizou: “Peido não nego, cago quando posso”. Aí sim, para esse tipo de coisa o povo torna-se “Peblicitário”, para essa natureza de coisas o povo tem disposição, até de pintar uma Capela Sistina por dia. Ou porque vocês pensam que o povo de São Paulo elegeu Tiririca para deputado federal?
Estou sentindo umas tonteiras, será que tem a ver com dinheiro?
Viva o congresso nacional, abaixo nós!
O senado federal aprovou em 15/12/2010, em apenas 5 minutos, um aumento de 61,8% para deputados e senadores. Parabéns para os deputados e senadores que estão acima do povo, eles são merecedores pelo seu idealismo, pelo compromisso de melhorar a sociedade, pelo compromisso altruístico de implantar mais avanços sociais, tudo isso impulsionado pelo genial interesse do próprio bolso. Viva o congresso nacional, abaixo nós!
Diante de tal ato a população protestou de forma acanhada, apática, sem nenhuma disposição. Ah! População resignada. Ah! População pacata. Ah! População desalmada. Ah! Copulação!
Se este fato acontecesse na Tunísia ou no Egito iria, no mínimo, gerar uma “Intifada”. Como o dinheiro graúdo fala mais alto a resposta para o protesto raquítico do povo foi: “Ei, vocês aí vão ter 3% de aumento”.
Consideremos que uma parte desses 3% será levada pelo imposto de renda, outra parte será levada pelos assaltantes, a outra parte será levada pelos agiotas, teremos como resultado um cidadão doente, por sentir o peso das responsabilidades acima da sua capacidade de pagamento. Quem se importa com isso? Isso vai passar! É só uma fase, afinal o povo é acostumado a viver ao Deus dará.
E se Deus não dá?
Nesse caso vale lembrar outra frase de François Rabelais escrita no seu testamento: “Pouco tenho, devo muito, o resto fica para os pobres”.
Em bom português esta frase teria o seu equivalente: “Devo não nego, pago quando posso”. Mas o imaginário popular dando vazão à sua criatividade a rebatizou: “Peido não nego, cago quando posso”. Aí sim, para esse tipo de coisa o povo torna-se “Peblicitário”, para essa natureza de coisas o povo tem disposição, até de pintar uma Capela Sistina por dia. Ou porque vocês pensam que o povo de São Paulo elegeu Tiririca para deputado federal?
Estou sentindo umas tonteiras, será que tem a ver com dinheiro?
Viva o congresso nacional, abaixo nós!
Dilmistas respeitem a língua portuguesa
Estou profundamente perturbado com o mal o uso que as pessoas fazem da língua portuguesa, principalmente se o mau uso parte de figuras públicas, como José Sarney, o senador Armando Monteiro, Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, embora entendamos que este último pode tudo, até errar ao falar o português.
Quem começou toda essa história foi Sarney com aquele bordão de abertura de discursos cansativos: “Brasileiros e Brasileiras”, ora se entende que “Brasileiros” abrange os dois gêneros.
A televisão ajudou a aumentar o erro porque quis homenagear Sarney levando ao ar a novela: “Brasileiros e Brasileiras”, exibida de 5 de novembro de 1990 a 14 de maio de 1991, mas como o que faz o mico faz o macaco lá vem Lula com “Companheiros e companheiras”.
O senador Armando Monteiro não ficou atrás e publicou uma nota no Facebook elogiando a nova “presidenta”, o senador poderia ter uma secretaria competente para não passar por estes constrangimentos.
A durona também não ficou atrás e num recente discurso se autodenominou “Presidenta”, e suavizou o discurso dizendo “Queridos brasileiros”, exorcizou claramente o terrível e antipedagógico: “Brasileiros e Brasileiras”.
A regra do português é clara: “As palavras terminadas em ENTE (substantivo ou adjetivo) apenas tem uma única forma para os dois gêneros. Senão vejamos.
Para os substantivos
Adolescente, você não diz adolescenta.
Paciente, você não diz Pacienta.
Para os adjetivos
Negligente, você não diz negligenta.
Indecente, você não diz indecenta.
Se a regra é clara, então porque usar a forma feminina “Presidenta”.
Em resumo, esperamos que a apaniguada do PT e de Carlos Araujo acabe definitivamente com o mau exemplo ao usar a língua portuguesa.
Quem começou toda essa história foi Sarney com aquele bordão de abertura de discursos cansativos: “Brasileiros e Brasileiras”, ora se entende que “Brasileiros” abrange os dois gêneros.
A televisão ajudou a aumentar o erro porque quis homenagear Sarney levando ao ar a novela: “Brasileiros e Brasileiras”, exibida de 5 de novembro de 1990 a 14 de maio de 1991, mas como o que faz o mico faz o macaco lá vem Lula com “Companheiros e companheiras”.
O senador Armando Monteiro não ficou atrás e publicou uma nota no Facebook elogiando a nova “presidenta”, o senador poderia ter uma secretaria competente para não passar por estes constrangimentos.
A durona também não ficou atrás e num recente discurso se autodenominou “Presidenta”, e suavizou o discurso dizendo “Queridos brasileiros”, exorcizou claramente o terrível e antipedagógico: “Brasileiros e Brasileiras”.
A regra do português é clara: “As palavras terminadas em ENTE (substantivo ou adjetivo) apenas tem uma única forma para os dois gêneros. Senão vejamos.
Para os substantivos
Adolescente, você não diz adolescenta.
Paciente, você não diz Pacienta.
Para os adjetivos
Negligente, você não diz negligenta.
Indecente, você não diz indecenta.
Se a regra é clara, então porque usar a forma feminina “Presidenta”.
Em resumo, esperamos que a apaniguada do PT e de Carlos Araujo acabe definitivamente com o mau exemplo ao usar a língua portuguesa.
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